Tragédia em Virgínia Tech:
o desafio de se descobrir outras ‘janelas’ interpretativas
*Maristela Barenco Corrêa de Mello
A tragédia ocorrida em Virginia Tech (EUA) nos deixa mundialmente alarmados e confusos. Inicialmente, precisamos desesperadamente dar uma explicação para o fato. E a explicação que sempre melhor pôde ser dada é que o estudante Cho Seung-Hui, de 23 anos, era doente mental , como confirmara uma corte de Virginia quase dois anos antes, ou era assassino, como revela o presidente da NBC News, ao acreditar que o material divulgado é uma forma de achegar-nos no interior da mente de um assassino.
Passada a semana, vamos conhecendo os fatos, os relatos de conhecidos, os testemunhos. Numa releitura de sua vida, vamos nos acomodando e encontrando as explicações que precisávamos: de fato, Cho era doente mental. E já morreu. Ficam as marcas profundas da dor pelos inocentes que perderam as suas vidas. Mas o fato parece estar resolvido.
Embora milhares de anos de pensamento filosófico já tenha nos dado a evidência de que a realidade e os acontecimentos podem ser acessados através de milhares de janelas interpretativas, há uma forma hegemônica de acessar que se consagrou e que vem sendo legitimada e confirmada a cada dia, pela lógica e pela realidade midiática.
Esse acesso, linear, histórica e culturalmente consolidado, revela-nos sempre as mesmas perspectivas de fatos que nunca são iguais. É por essa lógica que tomamos contato com este acontecimento trágico, considerado o pior incidente do gênero na história moderna dos EUA, e que fez o seu ilustre presidente dizer que aquela havia sido a pior manhã de sua vida.
Os relatos são indubitáveis e consensuais. Cho Seung-Hui, 23 anos, estudante do último ano de filologia inglesa, era uma pessoa doentia. Como se descreve, era uma pessoa solitária, praticamente muda, considerada perturbada, atordoada, triste, reservada, quieta, depressiva, com tendências suicidas. Escrevia textos ficcionais repletos de requintes de violências, desilusão. Desde os 8 anos vivia nos subúrbios de Washington. Seus pais deixaram a Coréia do Sul, há 15 anos, com pouco dinheiro e muitos sonhos, em busca de um país onde pudessem criar os filhos como se deve, educar os filhos bem, assim teria dito o avô de Cho. Era considerado um aluno inteligente, que se sentava na primeira carteira e que sofria piadas dos colegas, sobretudo por seus textos mórbidos. Dizia ter uma namorada imaginária e tinha uma intensa vida virtual.
Esse rapaz, sem motivos evidentes, na segunda-feira do dia 16 de abril, entrou no dormitório do Campus e matou um casal de estudantes. Há rumores de que a primeira jovem a ser morte teria tido um envolvimento com ele. Duas horas depois, no prédio das salas de aulas, ele reinicia, com outra arma, o segundo tiroteio, matando mais 30 pessoas, entre professores renomados e alunos dedicados, suicidando-se em seguida. Dias depois, um extenso material de Cho, encaminhado por ele mesmo, chega à sede da NBC News, contendo, ao que parece, 27 vídeos e 43 fotografias, que buscam evidenciar as justificativas de tamanha tragédia.
Ao saberem do que havia sucedido, alguns amigos de Cho não tiveram dúvida de que ele seria o mentor e o responsável, por seu modo de se comportar, pelo seu estilo literário violento. Dois anos antes, em 2005, ele havia tido problemas com a polícia pelo seu comportamento persecutório com duas estudantes, em separado, e foi encaminhado a uma internação psiquiátrica, que não se sabe estimar de quanto tempo.
O conteúdo do material entregue? Assustador. Gerador de polêmicas diversas: como divulgar algo de uma pessoa como Cho? Não será fazer uma apologia ao espírito doentio, niilista e narcísico de Cho? Não será dar voz e vez à sua? Não será encorajar outros tantos Chos a cometerem tragédias desse porte? Não será um desrespeito às vítimas e a dor de suas famílias? Apesar de qualquer polêmica, o material é divulgado. A mídia não recua diante de interrogações éticas.
E a cada hora que passa, a cada nova notícia que nos chega, ainda que continuemos tristes pela tragédia que significou e que encurtou a vida de tantas pessoas bonitas, inteligentes e inocentes, vamos acalmando o nosso coração com a janela interpretativa que nos vai sendo oferecida. Cho era doente mental. Ninguém poderia fazer nada.
A segunda janela interpretativa, não menos linear que a primeira, é a dos estudiosos da mente e do comportamento humano. Há um diagnóstico que precisa ser feito. Enquanto ele não se define, há um clima de incômodo, de impotência, de incompetência. Quando tal diagnóstico se define, quando enfim conseguimos categorizar, classificar e conceituar as razões pelas quais alguém pode transgredir a partir de um contexto ilusoriamente equilibrado, respiramos todos aliviados, porque, nesse momento, pode haver um “culpado” – que geralmente é bode expiatório de uma coletividade: alguém que adoeceu. Adoecimento individual. Adoecimento irremediável. Por essa janela interpretativa, ouvimos já renomadas pessoas explicando que a Cho possuía uma personalidade niilista e narcisista; que Cho tinha traços perversos; que Cho possuía uma personalidade anti-social; que Cho demonstrava ser portador de transtorno bipolar; que Cho era depressivo.
É importante que percebamos que, pelas duas janelas interpretativas convencionais acima descritas – a hegemônica e midiática e a dos cientistas -, a causa de uma tragédia desse porte é sempre isolada, fragmentada. Nesse caso, a causa está no estudante Cho. Não está na evidência de que ninguém nasce assassino; não está na visão conservadora dos pais que saíram do país de origem e se aventuraram a adentrar numa cultura em parte xenófoba para educar os seus filhos como se deve; não está num contexto escolar extremamente omisso, que é unânime em fazer a releitura da personalidade de Cho, mas que parece não tê-lo ajudado como ele precisava e pedia; não está na professora que se alarmava mas que se imobilizou; não está na provocação dos colegas que faziam piadas constantes dele; não está num contexto educativo que se ocupa com resultados mas não com a integração das pessoas; não está na corte de Virgínia, que o declarou doente mental e perigo iminente para si mesmo e para os outros, mas que depois o deixou solto entre a massa do mundo; não está na mídia, que fabrica heróis, independente daquilo que os tenha levado até essa categoria; não está na mídia que vende tragédias, mas não faz de seu lugar um espaço formativo permanente para atentarmo-nos para a problemática humana que nos rodeia; não está numa sociedade – esta sim, narcisista! – cujo padrão de sucesso não está ao alcance de pessoas introspectivas, tímidas, com problemas afetivos; não está no nosso gosto e apreciação por pessoas comportadas e silenciosas, aparentemente dóceis, que nada parecem reivindicar; não está na cultura virtual, que cria redes vazias, efêmeras e superficiais que não preenchem a alma humana; não está na política que autoriza, fabrica e vende armas que destroem com vidas inocentes; não está na nossa cultura global, que nos torna insensíveis e incapazes de perceber o sofrimento insuportável, recorrente e manifesto de colegas que partilham conosco o cotidiano...
Se existem milhares de janelas interpretativas, quero exercer o meu direito de abrir uma outra, ou várias outras, que possam servir aos meus sentidos. Alguns poderão pensar, equivocadamente, que quero vitimizar Cho. E que, ao fazê-lo, estou sendo conivente com os seus atos. Nem uma coisa nem outra. Porque vítimas somos todos nós, os que estivemos lá e os que não estivemos. Os que perderam suas vidas, as famílias órfãs e as famílias do mundo inteiro. Porque muitos Chos haverão de aparecer para nos implorar outras janelas interpretativas. E não os ouviremos, porque é muito mais fácil fingirmos que o problema não é social, coletivo e global, mas sim individual, isolado, fragmentado. Se há algo de humano que podemos nos orgulhar, que nos difere das máquinas e computadores, é nossa capacidade hermenêutica, de perceber as realidades em seus contextos, em suas idiossincrasias, em suas nuances. Essa capacidade complexa é exclusivamente humana, ainda que desconhecida pela maioria de nós. Ao traduzir um texto, o computador o faz de forma literal. Sem capacidade hermenêutica, traduz palavras, de forma linear, mas não cria sentidos. Mas os humanos temos essa capacidade, de não enxergar e descrever a realidade a partir de apenas uma janela interpretativa, mas de abrirmos todas quanto forem possíveis, criando redes de sentido e inteligibilidade.
Nessa perspectiva, precisamos buscar entender o profundo e desafiante significado da tragédia de Virgínia Tech. Nessa perspectiva hermenêutica, da complexidade, sabemos que a causa não está apenas em Cho. E sabemos também que há males não diagnosticáveis de forma tão simplista. É preciso ampliar a visão, superar a linearidade dos fatos e perceber a realidade sistêmica.
Muitos fatos podem adquirir significados. São possibilidades. Não são dogmas. Mas precisam ser olhados, percebidos, integrados, valorizados. Não há como encontrá-los se estamos em busca de culpados. Sabemos que não há culpados, porque cada ser humano é apenas o possível. E sabemos que o que há são responsáveis. E responsáveis somos todos, em algum nível.
Cho Seung-Hui não estava brincando. Tanto, que acabou com a sua própria vida, aquilo que tinha de mais caro. Mas, nas entrelinhas dos relatos, da reconstrução dos fatos, na releitura da sua personalidade, há dados muito importantes que não podem escapar.
Cho era estrangeiro. Coreano. Diferente, em terra diferente que tem dificuldade de lidar com os diferentes. Seus pais não tinham dinheiro. Foi criado no subúrbio. Cho não falava. Não se expressava. Não interagia. Um colega de quarto disse que talvez nunca tenha ouvido a sua voz. Por trás desse aparente silêncio, que todos os seus próximos parecem ter se conformado, havia uma subjetividade vulcânica em erupção. Talvez ele quisesse falar, se expressar, falar o que sentia. E talvez não desse conta mesmo. Ou talvez nunca tenha encontrado alguém que de fato o ouvisse.
Cho sentava-se na primeira carteira. Era considerado inteligente, bem comportado e não se evadiu desse sistema educativo. Os que não cabem no sistema excluem-se ou são excluídos. E a exclusão não deixa de ser um movimento, onde alguém morre para um mundo, mas nasce para o outro. Cho, ao contrário, parece buscar sobreviver em um mundo que não o inclui e nem o reconhece. Há um relato de um amigo que disse que, numa dinâmica de apresentação, em que cada um escrevia o seu nome no papel, Cho colocou apenas um ponto de interrogação. Talvez ele mesmo não soubesse quem era. Talvez ele lutava muito para se afirmar como alguém. Talvez ele não fosse reconhecido como alguém. E o senso de pertença é fundamental para que alguém possa se integrar. Cho vivia no universo virtual e tinha uma namorada imaginária.
Talvez ele tenha solicitado silenciosamente muitas ajudas: quando aceitou ir à festa com seu amigo de quarto e revelou-lhe sobre a sua namorada imaginária; quando, em 2005, aceitou ir voluntariamente apresentar-se a um posto policial, e depois aceitou o encaminhamento psiquiátrico; quando, talvez, escrevesse e partilhasse o seu universo subjetivo confuso e perturbado; quando sentava-se na primeira carteira; quando aceitou ter aulas particulares com uma professora que achou melhor apartá-lo do grupo em função de seus textos.
Se quisermos tentar fazer um esforço tênue de compreender as suas palavras – agora monólogo -, considerado rancoroso, ou melhor, se quisermos entender mesmo por que matou tantas pessoas e acabou com a sua própria vida, vamos ter que nos esforçar para abrir outras janelas interpretativas. Precisaremos ser cautelosos ao imprimir no caso os nossos sentidos para, de fato, tentarmos compreender os seus sentidos. Seus gestos podem ser incompreensíveis. E o são para cada um de nós. Mas suas palavras têm sentimento. Por trás da raiva, do ódio, do sentimento de perseguição, - que nos causa aversão, pavor e perplexidade - parece haver uma experiência subjetiva em que esses sentimentos-justificativa foram sendo processualmente construídos por ele e confirmados por todos que o cercavam. As palavras proferidas não se dirigem a alguém, em especial, mas à coletividade. E talvez isso que nos machuque. Por que ele não cita os culpados? O que temos nós a ver com isso? Vale a pena trazer as suas palavras:
Vocês tiveram 100 bilhões de chances e meios para evitar o que aconteceu. Mas vocês me colocaram na parede e me deram só uma opção. A decisão foi de vocês. Agora vocês têm sangue nas mãos que nunca conseguirão limpar. (...) Você sabe o que é ser chutado no rosto? Você sabe o que é ter lixo enfiado pela garganta, o que é ser queimado vivo? Vocês sabem qual a sensação de cavar a própria sepultura? Vocês vandalizaram o meu coração, violentaram a minha alma e torturaram minha consciência. (...) Vocês achavam que estavam acabando com a vida de um patético. Agradeço a vocês por morrer como Jesus Cristo, para inspirar gerações de fracos e indefesos. (...) Vocês tiveram tudo.
Cho tenta evidenciar que os sentimentos se deram num processo. Foram muitas as tentativas de escapar ao sofrimento. Ele afirma que houveram bilhões de chances... Ele assume como só restou uma opção. Coloca-se como alguém sem escolha, colocado contra a parede. Fala de um lugar existencial de extremo sofrimento – que remete mesmo à morte de Jesus -, um lugar que parece ser mais doloroso do que o suicídio, porque já é um homicídio quando se vandaliza um coração, violenta uma alma e tortura uma consciência. E, ao se comparar a Jesus, ainda que isso possa sugerir um sentimento de mania e grandeza, ele mostra a sua identificação com as gerações de fracos e indefesos. Talvez se sinta muito fraco e indefeso. Há já um ditado que diz que a melhor forma de defesa é o ataque.
Muitos dirão que suas palavras não devem ser lidas, pois Cho, como criminoso que foi, não merece tamanho prestígio. Mas talvez Cho nos forneça chaves-de-leitura para tentarmos entender muito mais do humano sombrio e desconhecido que somos. Porque ele pode ser pavoroso. Podermos ter aversão a Cho. Mas ele parece ser alguém que se rebela diante de um sistema que não consegue integrar e nem ser integrado. Ele parece ser o retorno do recalcado. É o resíduo, restolho, resultado do próprio sistema que tem como prática excluir algo que ele mesmo produz. E, sendo assim, precisamos conhecer os mecanismos que criamos que geram um Cho e que está gerando muitos outros. Nós mesmos, em menores proporções, temos muitas características de Cho: vivemos numa sociedade de deprimidos, perturbados, solitários. Somos consumidores de medicamentos em busca do alívio de dores de corações vandalizados, de almas violentadas e de consciências torturadas. E se outros Chos aparecerem, na proporção deste, certamente não será apenas por um incentivo de mídia, como se receia, mas porque, nesse momento, há milhares de subjetividades vulcânicas em erupção sob comportamentos dóceis e silenciosos.
Precisaremos de muito tempo para compreendermos tragédias como essa. Há pessoas que nunca compreenderão. São as famílias e os amigos, colegas e conhecidos que perderam os seus entes queridos.
Mais do que o suicídio de Cho, as suas palavras recém divulgadas ficarão a nos incomodar. Muitos preferirão continuar não lhe dando ouvidos, como todos os que passaram por sua vida. E embora gostemos de proferir sempre as últimas palavras, nesse caso, não será possível. Cho não apenas proferiu as últimas, como proferiu as únicas palavras: em monólogo – como ele conheceria o diálogo?; em tom raivoso e vociferante – quem pode perder o coração, a alma e a consciência com docilidade? E se dirige, queiramos ou não admitir, a todos nós.
Quem sabe podemos ouvi-lo, pela primeira vez, e aprendermos a construir mundos mais inclusivos, onde as pessoas sintam-se parte, e em que tragédias como esta não tenham lugar e nem cabimento? Isso dependerá de todos nós!
Diante de tanta complexidade, de tantas questões e interrogações, quem ainda persevera na ilusão de que só existem duas janelas interpretativas?
*Coordenadora Pedagógica do CDDH Petrópolis e Doutoranda em Meio Ambiente (UERJ)
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la fundación es una organización sin fines de lucro que se propone contribuir al mejoramiento de la la vida de las personas, organizaciones y comunidades
Como organización forma parte de una Red Internacional que reúne personas y grupos de Francia, Alemania, Suiza, España, Brasil, Colombia, que promueve la Economía Solidaria, el Desarrollo Social Local, la Salud Comunitaria, el abordaje colaborativo de los conflictos, los Diálogos Públicos y las formas creativas de abordar los desencuentros humanos
Podrán visualizar más en detalle algunas de estas dimensiones en nuestro site: www.moiru.com.ar
abril 26, 2007
abril 23, 2007
redes sociales
Internet baila al ritmo de las radios personalizadas
Internet no tiene límites. Su explosión no sólo acercó a los tradicionales canales de televisión, diarios o radios al formato Web, sino que también creó variantes para que los internautas puedan darse todos los gustos.
Entre las novedades que presenta la Web aparecen las radios "a la carta" y las emisoras "semánticas", difusoras que, a diferencia de las que viajan a través del éter permiten al oyente crear su propia programación musical, con algunos puntos relevantes: no tienen cortes publicitarios y no hay música que no sea del gusto del oyente-programador.
Mientras que las emisoras "a la carta" permiten al usuario seleccionar su propia música, las radios "semánticas" se basan en un software que analiza el perfil de oyente, de esta manera, sin salirse de sus preferencias musicales, este tipo de servicios ofrecen al internauta nuevas propuestas.
Al ritmo de la Web 2.0, este tipo de emisoras van en aumento, entre las más populares se encuentra Pandora. Esta plataforma le permite al oyente ingresar en un cuadro de búsqueda el nombre de su artista favorito, a partir de ese momento, la música que comenzará a sonar va a estar relacionada íntimamente con ese perfil musical.
Last FM es otra de las radios que están ubicadas en el tope de las preferencias del público, ya que a través de su red social y un software que "lee" la música que se escucha desde nuestra PC permite conocer el gusto de cada usuario, y de acuerdo a su target le ofrece escuchar la música seleccionada por otro radioescucha, la cual puede ser de su interés.
Otra de las emisoras es Slaker, que más allá de su parecido con Pandora, ofrece nuevas y sorprendentes posibilidades, como por ejemplo, a través del servicio de radio satelital, el oyente podrá seguir escuchando "su" música mientras conduce en cualquier rincón del planeta.
Sin dudas Internet no tiene límites y los internautas, tampoco, lo que hace que la red de redes sea cada vez más grande y ofrezca una variedad de servicios que se ajuste a nuestras necesidades. Ahora, es tiempo de elegir.
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abril 10, 2007
teatro y salud mental
Gmail - Fw: Espaço Artaud
O grupo de teatro da ONG colocou no you tube o filme que produziram O nome da ONG é Espaço Terapêutico Antonin Artaud.
O grupo é composto de usuários dos serviços de saúde mental e profissionais (o difícil é saber quem é quem, já que a proposta é totalmente inclusiva)
http://youtube.com/watch?v=B8KPqwuYZeA
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abril 07, 2007
´Suavizan´ reporte sobre el cambio climático, acusan - El Universal - El Mundo
´Suavizan´ reporte sobre el cambio climático, acusan - El Universal - El Mundo
...se veia venir... en lugar de cambiar mejor matar al mensajero!!!
...se veia venir... en lugar de cambiar mejor matar al mensajero!!!
abril 06, 2007
El tema climatico es responsabilidad de todos

Temen conflictos mundiales por el clima
Para la ONU, el calentamiento global puede provocar guerras, modificar fronteras y desencadenar migraciones masivas
NUEVA YORK.- El calentamiento global se ha convertido en un problema tan grave que por primera vez en su historia el Consejo de Seguridad de la ONU se dispone a enfrentarlo como una amenaza urgente a la paz y la seguridad internacionales, ante el riesgo de que provoque nuevas guerras, altere fronteras, interrumpa suministros de energía y dispare migraciones masivas.
"Las causas tradicionales de conflicto que existen hoy son proclives a ser exacerbadas por los efectos del cambio climático", afirmó el embajador de Gran Bretaña en la ONU, Emyr Jones Parry, quien en su calidad de presidente por este mes del Consejo de Seguridad anunció una reunión especial sobre el tema para el próximo
17. "Literalmente, es uno de los grandes desafíos del mundo para este
siglo", agregó.
Según explicó el diplomático, el
calentamiento de la atmósfera afecta ya los suministros de agua del planeta y en poco tiempo más comenzará a modificar los patrones de hambruna y disponibilidad de alimentos, lo que creará potenciales fuentes de inestabilidad. Además, el aumento del nivel de los océanos llevará a que las numerosas poblaciones tengan que ser redistribuidas en varios países, e incluso amenazará la existencia de países enteros.
"Para gente en las islas Maldivas, que se enfrenta a la posibilidad de un incremento de tres metros en el nivel del mar que dejaría extinto su Estado, éste es un tema de seguridad nacional", ilustró Jones Parry, quien apuntó que en la reunión se analizará la incidencia del cambio climático en el agua, la producción agrícola y la escasez de recursos.
Se espera además que se llegue a un consenso para convocar a una cumbre mundial sobre el tema para septiembre de 2008. Para resaltar la gravedad de la problemática, el encuentro por realizarse en dos semanas en la sede de la ONU contará con la asistencia de la ministra de Relaciones Exteriores británica, Margaret Beckett, quien ya invitó a sus pares de los otros 14 países que conforman el Consejo a sumarse a
la reunión. No obstante, Jones Parry señaló que no se espera que el cónclave produzca una resolución vinculante.
revolcados en el mismo fango!
Tres de los cinco miembros permanentes del Consejo -Estados Unidos, Rusia y China-
están a la cabeza de los países que más contaminan el planeta con sus emisiones de dióxido de carbono y otros gases que acentúan el efecto invernadero. Mientras Moscú y Pekín aceptaron a regañadientes realizar el debate sobre calentamiento global en el Consejo de Seguridad, Estados Unidos no ofreció resistencia. En el último año, el
gobierno del presidente George W. Bush, que retiró su firma del Protocolo de Kyoto destinado a limitar la emisión de gases contaminantes en los países más industrializados, ha estado virando su posición ante el tema y se ha mostrado más abierto a coordinar acciones con otros países para buscar soluciones. En su discurso sobre el Estado de la Unión de este año, el propio Bush propuso aumentar los esfuerzos para desarrollar biocombustibles no contaminantes y otras fuentes de
energía que reduzcan la dependencia del petróleo. Como anticipo de la reunión especial del Consejo, Gran Bretaña comenzó a hacer circular un estudio en el que se especifican seis áreas en las que los cambios climáticos afectarán la seguridad global: disputas fronterizas, migración, suministros de energía, escasez de otros
recursos [agua, alimentos], tensión social, y crisis humanitarias.
Asimismo, el informe advierte que de continuar el ritmo actual de crecimiento de los océanos, para mediados de este siglo hasta 200 millones de personas que viven en zonas costeras deberán reestablecerse en otros lugares.
Debate en Bruselas
La decisión del Consejo de Seguridad coincide esta semana con el intenso debate que tiene lugar en Bruselas entre más de 2000 científicos y diplomáticos de 120 países que integran el Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático de la ONU, que hoy tiene programado presentar un plan de políticas ambientales que sirva de guía a los gobernantes mundiales para las próximas décadas. El mes pasado, el Panel emitió un
duro y controvertido informe en el que aseguraba que el calentamiento global se debe en gran parte a la acumulación de dióxido de carbono y otros gases en la atmósfera, producto principalmente de la quema de petróleo, carbón y otros combustibles fósiles. El nuevo documento, según el borrador que se discutía hasta esta madrugada, describe los efectos específicos del cambio climático en la población mundial y en la ecología del planeta; identifica las especies y regiones que corren mayores riesgos, y describe las opciones para limitar el impacto del calentamiento global.
Según el documento, el calentamiento global causado por los humanos desde 1950
ha definitivamente contribuido a los recientes cambios en los ecosistemas, los patrones climáticos, el derretimiento de hielos y el aumento del nivel de los océanos (ver aparte). Estas transformaciones, asegura el informe, tendrán consecuencias duraderas en los asuntos humanos y en la red vital del planeta. "Cabe esperar mayor
cantidad de muertes, enfermedades y daños como consecuencia de olas de calor, inundaciones, tormentas, incendios forestales y sequías", es el negro presagio del borrador.
Sin embargo, no todos sus pronósticos son negativos: el aumento de dióxido de carbono en la atmósfera ha llevado a que el planeta sea hoy más verde, cubierto por más vegetación que en tiempos pasados. Además, el informe confía en que en el futuro haya menos muertes provocadas por el frío.
-------------------
donde quedo la ideologia?
un pais que se dice comunista, otro que fue el "modelo" de comunismo y el otro el modelo de capitalismo... todos juntos rejuntados en el mismo fango!
los tres grandes solo responden al organo mas sensible! el bolsillo (como decía el General)
Los que van a pagar el pato? como siempre... adivinen!!!
ahora tendremos biocombustibles... que barbaro!
y quien va a pagar los precios de la comida cuando se use el alimento para que sigan la farra del consumo?
marzo 20, 2007
La tecnología que iluminó a la humanidad | LANACION.com
La tecnología que iluminó a la humanidad | LANACION.com
La tecnología que iluminó a la humanidad
Se suele ver la cultura basada en la imagen y el sonido como lo moderno. El texto, la lectura, la página impresa, se recortan contra este fondo de bulliciosas imágenes danzantes como el pasado, lo antiguo. Qué raro, porque en realidad es exactamente al revés.
Muchos miles de años antes de que los industriosos sumerios desarrollaran los caracteres cuneiformes, los seres humanos hacíamos dibujitos en las paredes de piedra y percutíamos rudimentarios instrumentos musicales. Iconos y sonidos. Multimedia prehistórica. Funcionaba para el rito animista y para darse coraje en las que debieron ser las noches más oscuras de la humanidad.
Pero las imágenes y la música no servían, y siguen sin servir, para transmitir conocimientos, ni para crear otros nuevos. Bendita con un método para codificar el pensamiento abstracto mediante un conjunto diminuto de sonidos (menos de treinta usualmente), la humanidad no desarrolló la escritura sino hasta hace unos 6000 años. Aunque capaz de hablar, el hombre permaneció durante eras mudo ante la posteridad, condenado a repetir errores, inmovilizado en ese silencio llamado prehistoria. De la escritura para acá, en 6000 años, período equivalente a sólo 75 vidas humanas, avanzamos más que en los 70.000 años previos.
Durante todo ese tiempo inmenso, el Homo sapiens vivió enclaustrado y sin perspectiva, tanto como lo estaría hoy una persona que no leyera libros ni diarios y que dificultosamente lograra redactar una esquela de tres líneas. Capaz de abstracción, el hombre prehistórico carecía de la tecnología adecuada para aprovechar sus talentos. Hasta hace sesenta siglos, la única forma de transmitir conocimientos y cultura era la tradición oral; texto al fin, claro, pero frágilmente tejido a la memoria y al destino de unos pocos. En Fahrenheit 451 Bradbury retrata la catastrófica regresión cultural que nos obligaría a retomar la tradición oral.
Ahora, para completar el malentendido, acusamos a la PC y a Internet de haber contribuido a imponer en los más jóvenes esta peligrosa atextualidad . Una salida cómoda para esquivar una responsabilidad propia. Somos nosotros quienes debemos inculcar la lectura a nuestros hijos; la tecnología no les ha robado nada; como mucho, expone un síntoma.
Y sí, es verdad, iniciarse en la lectura es difícil, precisamente porque se trata de una tecnología nueva, más rica, eficiente, compleja, avanzada y poderosa que la pintura rupestre y el ritmo de los troncos huecos. Lleva tiempo, es cierto. Exige atención y compromiso. No alcanza con aprender a leer y escribir. Hay que experimentar en uno el abandono de la prehistoria, el nacimiento de la propia historia. No imagino regalo mayor para un niño.
La tecnología que iluminó a la humanidad
Se suele ver la cultura basada en la imagen y el sonido como lo moderno. El texto, la lectura, la página impresa, se recortan contra este fondo de bulliciosas imágenes danzantes como el pasado, lo antiguo. Qué raro, porque en realidad es exactamente al revés.
Muchos miles de años antes de que los industriosos sumerios desarrollaran los caracteres cuneiformes, los seres humanos hacíamos dibujitos en las paredes de piedra y percutíamos rudimentarios instrumentos musicales. Iconos y sonidos. Multimedia prehistórica. Funcionaba para el rito animista y para darse coraje en las que debieron ser las noches más oscuras de la humanidad.
Pero las imágenes y la música no servían, y siguen sin servir, para transmitir conocimientos, ni para crear otros nuevos. Bendita con un método para codificar el pensamiento abstracto mediante un conjunto diminuto de sonidos (menos de treinta usualmente), la humanidad no desarrolló la escritura sino hasta hace unos 6000 años. Aunque capaz de hablar, el hombre permaneció durante eras mudo ante la posteridad, condenado a repetir errores, inmovilizado en ese silencio llamado prehistoria. De la escritura para acá, en 6000 años, período equivalente a sólo 75 vidas humanas, avanzamos más que en los 70.000 años previos.
Durante todo ese tiempo inmenso, el Homo sapiens vivió enclaustrado y sin perspectiva, tanto como lo estaría hoy una persona que no leyera libros ni diarios y que dificultosamente lograra redactar una esquela de tres líneas. Capaz de abstracción, el hombre prehistórico carecía de la tecnología adecuada para aprovechar sus talentos. Hasta hace sesenta siglos, la única forma de transmitir conocimientos y cultura era la tradición oral; texto al fin, claro, pero frágilmente tejido a la memoria y al destino de unos pocos. En Fahrenheit 451 Bradbury retrata la catastrófica regresión cultural que nos obligaría a retomar la tradición oral.
Ahora, para completar el malentendido, acusamos a la PC y a Internet de haber contribuido a imponer en los más jóvenes esta peligrosa atextualidad . Una salida cómoda para esquivar una responsabilidad propia. Somos nosotros quienes debemos inculcar la lectura a nuestros hijos; la tecnología no les ha robado nada; como mucho, expone un síntoma.
Y sí, es verdad, iniciarse en la lectura es difícil, precisamente porque se trata de una tecnología nueva, más rica, eficiente, compleja, avanzada y poderosa que la pintura rupestre y el ritmo de los troncos huecos. Lleva tiempo, es cierto. Exige atención y compromiso. No alcanza con aprender a leer y escribir. Hay que experimentar en uno el abandono de la prehistoria, el nacimiento de la propia historia. No imagino regalo mayor para un niño.
febrero 16, 2007
PIRATERIA O LIBERTAD?


Creative Commons España: ""
de que se trata?
si los artistas, intelectuales y creadores no ganan dinero con sus creaciones y casi pagan por difundirlas... para que los derechos de autor?
estos derechos ( como los que protegen a la musica y otras creaciones) solo enriquecen a las empresas que invierten su dinero para ese negocio.
hay quienes piensan que "piratear" musicas, libros digitales, fotos, videos, etc... no es mas que una prueba evidente que la creacion artistica e intelectual no puede ser tratada como "mercancia"
utopia?
puede ser... pero mas y mas en la web hay grupos que promueven el open surce (codigo abierto) de los softs, y los derechos de autor abiertos tambien...
creative commons trata de eso...
enero 14, 2007
Creative Commons España

Creative Commons España: ""
de que se trata?
si los artistas, intelectuales y creadores no ganan dinero con sus creaciones y casi pagan por difundirlas... para que los derechos de autor?
estos derechos ( como los que protegen a la musica y otras creaciones) solo enriquecen a las empresas que invierten su dinero para ese negocio.
hay quienes piensan que "piratear" musicas, libros digitales, fotos, videos, etc... no es mas que una prueba evidente que la creacion artistica e intelectual no puede ser tratada como "mercancia"
utopia?
puede ser... pero mas y mas en la web hay grupos que promueven el open surce (codigo abierto) de los softs, y los derechos de autor abiertos tambien...
creative commons trata de eso...
diciembre 18, 2006
¿Quién le enseña a quién?
¿Quién le enseña a quién?: "Un blogfesor por un blogfesor
Poco tiene de parecido un profesor blogger al de las aulas. Aunque sean el mismo en uno u otro ámbito, en Internet, el maestro posee otras características. Mario Núñez Molina es autor del Manifiesto del Blogfesor y apunta aquí trazos acerca de su perfil:
- El Blogfesor está orientado hacia la interacción, la participación y las redes sociales en el ciberespacio.
- Se beneficia de la inteligencia colectiva mediante servicios como Delicious, Furl, Flickr, Blinklist, entre otros.
- Considera que sus canales de RSS son herramientas de educación continua.
- Cree que toda persona es un experto sobre algún tema.
- Prefiere utilizar aplicaciones y programas libres.
- Es un 'prosumidor'. No sólo es un 'consumidor'de la información sino que también la genera.
- Considera que lo más importante no es memorizar cómo se hacen las cosas, sino saber dónde puede conseguir la información que necesita en determinado momento.
- Sus aportaciones están bajo licencia de creative commons o copyleft.
- Pasa gran parte del tiempo clasificando lo que aprende o necesita aprender mediante etiquetas o tags.
- En vez de regirse por la ética de la competencia, se rige por la ética de la colaboración y la sinergia."
El manifiesto de un "blogprofesor"
Un blogfesor por un blogfesor
Poco tiene de parecido un profesor blogger al de las aulas. Aunque sean el mismo en uno u otro ámbito, en Internet, el maestro posee otras características. Mario Núñez Molina es autor del Manifiesto del Blogfesor y apunta aquí trazos acerca de su perfil:
- El Blogfesor está orientado hacia la interacción, la participación y las redes sociales en el ciberespacio.
- Se beneficia de la inteligencia colectiva mediante servicios como Delicious, Furl, Flickr, Blinklist, entre otros.
- Considera que sus canales de RSS son herramientas de educación continua.
- Cree que toda persona es un experto sobre algún tema.
- Prefiere utilizar aplicaciones y programas libres.
- Es un "prosumidor". No sólo es un "consumidor"de la información sino que también la genera.
- Considera que lo más importante no es memorizar cómo se hacen las cosas, sino saber dónde puede conseguir la información que necesita en determinado momento.
- Sus aportaciones están bajo licencia de creative commons o copyleft.
- Pasa gran parte del tiempo clasificando lo que aprende o necesita aprender mediante etiquetas o tags.
- En vez de regirse por la ética de la competencia, se rige por la ética de la colaboración y la sinergia.
Poco tiene de parecido un profesor blogger al de las aulas. Aunque sean el mismo en uno u otro ámbito, en Internet, el maestro posee otras características. Mario Núñez Molina es autor del Manifiesto del Blogfesor y apunta aquí trazos acerca de su perfil:
- El Blogfesor está orientado hacia la interacción, la participación y las redes sociales en el ciberespacio.
- Se beneficia de la inteligencia colectiva mediante servicios como Delicious, Furl, Flickr, Blinklist, entre otros.
- Considera que sus canales de RSS son herramientas de educación continua.
- Cree que toda persona es un experto sobre algún tema.
- Prefiere utilizar aplicaciones y programas libres.
- Es un 'prosumidor'. No sólo es un 'consumidor'de la información sino que también la genera.
- Considera que lo más importante no es memorizar cómo se hacen las cosas, sino saber dónde puede conseguir la información que necesita en determinado momento.
- Sus aportaciones están bajo licencia de creative commons o copyleft.
- Pasa gran parte del tiempo clasificando lo que aprende o necesita aprender mediante etiquetas o tags.
- En vez de regirse por la ética de la competencia, se rige por la ética de la colaboración y la sinergia."
El manifiesto de un "blogprofesor"
Un blogfesor por un blogfesor
Poco tiene de parecido un profesor blogger al de las aulas. Aunque sean el mismo en uno u otro ámbito, en Internet, el maestro posee otras características. Mario Núñez Molina es autor del Manifiesto del Blogfesor y apunta aquí trazos acerca de su perfil:
- El Blogfesor está orientado hacia la interacción, la participación y las redes sociales en el ciberespacio.
- Se beneficia de la inteligencia colectiva mediante servicios como Delicious, Furl, Flickr, Blinklist, entre otros.
- Considera que sus canales de RSS son herramientas de educación continua.
- Cree que toda persona es un experto sobre algún tema.
- Prefiere utilizar aplicaciones y programas libres.
- Es un "prosumidor". No sólo es un "consumidor"de la información sino que también la genera.
- Considera que lo más importante no es memorizar cómo se hacen las cosas, sino saber dónde puede conseguir la información que necesita en determinado momento.
- Sus aportaciones están bajo licencia de creative commons o copyleft.
- Pasa gran parte del tiempo clasificando lo que aprende o necesita aprender mediante etiquetas o tags.
- En vez de regirse por la ética de la competencia, se rige por la ética de la colaboración y la sinergia.
diciembre 11, 2006
julio 16, 2006
junio 11, 2006
junio 10, 2006
junio 07, 2006
Nuevas tendencias en la Antropologia contemporanea 2
El "giro" optimista de la antropología más reciente
Hacia mediados de la década de los noventa del siglo XX, en el mismo momento en el que personajes tan notorios e influyentes como Clifford Geertz (Handler 1991) o Marshall Sahlins (1993, 1995, 2002), anunciaban la próxima desaparición de la disciplina o denunciaban la lobotomización que había producido el postmodernismo en los más brillantes estudiantes de antropología, otros autores más jóvenes anunciaban un futuro positivo y nuevo para la disciplina.
Tras un periodo en el que la crisis estructural provocó en las nuevas generaciones de antropólogos una sensación coyuntural de inseguridad, comenzaron a afirmarse nuevas aproximaciones como las de George Marcus, nuevos espacios de práctica de la disciplina, como Paul Rabinow (2003), Arjun Appadurai (1996), Ruth Behar (1996) o Michael M.J. Fischer (2003). Ni siquiera la desaparición de la gran teoría o de las líneas clásicas de la antropología parecían inminentes.
Algunos mencionan desde hace algunos años que ya hemos superado el postmodernismo y vivimos en una suerte de post-postmodernismo. Cualquiera que sea el término que queramos aplicar a esas nuevas propuestas, a las nuevas articulaciones teóricas que comienzan a hacerse visibles en publicaciones de toda índole, algo ha cambiado radicalmente.
Idea clave 21
Muchos antropólogos han dejado de ver al postmodernismo como un movimiento o, mejor dicho, un estado de ánimo que se percibía como distinto al anterior, y se aproximan a él del mismo modo que otros hicieron con el estructuralismo y el resto de las escuelas ahora encasilladas en los libros de historia.
Muchas de las aportaciones de los postmodernismos se han incorporado, como vimos en el caso de Fredrik Barth, a escuelas que tuvieron su origen cronológico antes que el primero de los grandes giros relacionados de un modo más o menos general con el postmodernismo.
Otros antropólogos, que participaron activamente en los movimientos de vanguardia de esas décadas, insisten en rescatar lo que para ellos es más saludable, para continuar una línea de investigación que no tienen problema alguno en fundamentar en autores clásicos como Max Weber, Emile Durkheim o un Karl Marx, leídos hoy de un modo bastante renovador.
Por otra parte, hemos aprendido a tener una visión más contingente de nuestro trabajo, a asumir nuestras responsabilidades pasadas del mismo modo que otros colegas lo hicieron en décadas anteriores, y hemos aprendido sobre todo que se puede practicar una antropología ecléctica y experimental.
No son raras hoy las monografías que buscan esbozar nuevas aproximaciones a nuevas cuestiones y que tratan de centrarse en temas de estudio de fenómenos claves que se están desarrollando en estos momentos, como, por ejemplo, la nueva y conflictiva visión del hombre ante el desarrollo de la biotecnología, el tráfico de órganos humanos, las características de una sociedad transnacional o la antropología de los sentimientos.
Idea clave 22
Se ha producido un desplazamiento, que no desaparición, de muchos de lo conceptos y términos con los que describíamos y analizábamos a otros pueblos. Las voces, como dice Rabinow, no han reemplazado a los análisis, los tropos no han triunfado sobre los conceptos.
Hoy día están predominando herramientas conceptuales analíticas que enfatizan los procesos y el movimiento constante del mundo en el que habitamos. Hacemos, asimismo, uso de concepciones que tienden a reconocer su limitación. Más que estructuras nos interesamos por las configuraciones, las articulaciones; integramos niveles de análisis distintos, antes organizados en torno a modelos que tendían a estabilizar sus contenidos, hacemos uso de conceptos como ensamblajes (dispositivos), aparatos, embodiments, performances, cronotopos, habitus.
Algunos de nuestros conceptos no se limitan siquiera a ser fríos medios para el análisis, pretenden acceder a la dimensión sensorial y a los estados de ánimo. En vez de estructura hablamos de nostalgia estructural, del pathos y el ethos, de la emoción. Enfrentamos la estructura con el evento e, incluso, tratamos de incorporarlas en campos teóricos de análisis social que me permito llamar, con todo el respeto, clásicos.
Recuperamos una relación con la filosofía que durante los años setenta parecía definitivamente perdida en beneficio de un modelo asimilado de las ciencias; y buscamos, en suma, reubicarnos dentro de un mundo donde pocas cosas se perciben de un modo estable, convertimos a la problematización, una de las perspectivas características de la antropología, en un eje clave de nuestra actividad.
Con todo, una antropología centrada en los ámbitos tradicionales de especialización, en la etnografía y el trabajo de campo como el taller fundamental de la antropología y la fábrica de los antropólogos goza de una salud y vitalidad, en términos absolutos y relativos, inimaginable. Y lo que quizás sea más importante, tanto en los lugares donde la antropología está más desarrollada, como en España, los antropólogos se colocan en departamentos que no son los tradicionalmente suyos y colaboran con todo tipo de organizaciones no gubernamentales e instituciones.
Creo, en suma, que la antropología del futuro tiene que ser consciente de su pasado y de los giros que ha experimentado y tiene, también, que ser capaz, sobre todo, de asumir esos cambios sin olvidar su mirada etnográfica. Quizá hoy predomine o sea vital que nos aproximemos con más urgencia a esos espacios de transición como los Centros Comerciales o los aeropuertos, es decir a todo una serie de problemas de estudio relacionados con la creciente complejidad del mundo que habitamos y de los grupos en movimiento dentro de él; sin embargo, los viejos, tradicionales espacios que habita la gente nos se han evaporado, las raíces no han desaparecido.
En los Centros Comerciales, por ejemplo, nuevas generaciones desarrollan identidades alternativas sin olvidar y reconstruir sus raíces culturales y sociales. ¿No se parecen estas innovaciones a nuevas articulaciones de las nuevas dimensiones que ganaba el individuo en las ciudades tras abandonar el campo o los pueblos? A la hora de aproximarnos a nuevos temas, a la hora de identificar fenómenos novedosos no debemos dejarnos llevar por un exceso conceptual o teórico que nos impida ver a la gente.
La antropología es una práctica teórica que se desarrolla y se hace con y entre las personas. Las ideas y herramientas conceptuales que desarrolla y aplica la disciplina no deben en ningún caso obscurecer a los seres humanos a los que nos aproximamos. Así las personas somos, como insiste Rabinow recordando a Foucault, el objeto y el sujeto de estudio de nosotros mismos. En ese difícil equilibrio, la antropología del futuro busca adecuarse a la situación mundial que enfrenta.
Idea clave 23
Una relativamente nueva generación de antropólogos hemos visto cómo una disciplina en crisis se está transformando en una actividad revitalizada consciente de su vulnerabilidad; aficionada de hecho a cultivar esa dimensión de su práctica que la convierte en un punto de referencia para otras ciencias sociales y humanas, y que, a la vez, la hace fuerte.
A menudo, cuando nos aproximamos al análisis de la situación mundial, de la creciente y forzada homogeneización a escala planetaria, de la pérdida de la diversidad, olvidamos lo que la antropología ha explorado desde hace décadas: la perspectiva de los primeros, ‘salvajes o primitivos’, hoy, ciudadanos.
La antropología, como dice Néstor García Canclini, es una disciplina que cuando quiere estudiar la ciudad no la sobrevuela, como los sociólogos, o la recorre desde el centro hacia el extrarradio, como los historiadores, sino que simplemente pasea por sus calles, y deambulando por ellas, me atrevo a añadir, aprendemos de las experiencias de las otras personas que las transitan. Así crece la antropología, día a día.
Hacia mediados de la década de los noventa del siglo XX, en el mismo momento en el que personajes tan notorios e influyentes como Clifford Geertz (Handler 1991) o Marshall Sahlins (1993, 1995, 2002), anunciaban la próxima desaparición de la disciplina o denunciaban la lobotomización que había producido el postmodernismo en los más brillantes estudiantes de antropología, otros autores más jóvenes anunciaban un futuro positivo y nuevo para la disciplina.
Tras un periodo en el que la crisis estructural provocó en las nuevas generaciones de antropólogos una sensación coyuntural de inseguridad, comenzaron a afirmarse nuevas aproximaciones como las de George Marcus, nuevos espacios de práctica de la disciplina, como Paul Rabinow (2003), Arjun Appadurai (1996), Ruth Behar (1996) o Michael M.J. Fischer (2003). Ni siquiera la desaparición de la gran teoría o de las líneas clásicas de la antropología parecían inminentes.
Algunos mencionan desde hace algunos años que ya hemos superado el postmodernismo y vivimos en una suerte de post-postmodernismo. Cualquiera que sea el término que queramos aplicar a esas nuevas propuestas, a las nuevas articulaciones teóricas que comienzan a hacerse visibles en publicaciones de toda índole, algo ha cambiado radicalmente.
Idea clave 21
Muchos antropólogos han dejado de ver al postmodernismo como un movimiento o, mejor dicho, un estado de ánimo que se percibía como distinto al anterior, y se aproximan a él del mismo modo que otros hicieron con el estructuralismo y el resto de las escuelas ahora encasilladas en los libros de historia.
Muchas de las aportaciones de los postmodernismos se han incorporado, como vimos en el caso de Fredrik Barth, a escuelas que tuvieron su origen cronológico antes que el primero de los grandes giros relacionados de un modo más o menos general con el postmodernismo.
Otros antropólogos, que participaron activamente en los movimientos de vanguardia de esas décadas, insisten en rescatar lo que para ellos es más saludable, para continuar una línea de investigación que no tienen problema alguno en fundamentar en autores clásicos como Max Weber, Emile Durkheim o un Karl Marx, leídos hoy de un modo bastante renovador.
Por otra parte, hemos aprendido a tener una visión más contingente de nuestro trabajo, a asumir nuestras responsabilidades pasadas del mismo modo que otros colegas lo hicieron en décadas anteriores, y hemos aprendido sobre todo que se puede practicar una antropología ecléctica y experimental.
No son raras hoy las monografías que buscan esbozar nuevas aproximaciones a nuevas cuestiones y que tratan de centrarse en temas de estudio de fenómenos claves que se están desarrollando en estos momentos, como, por ejemplo, la nueva y conflictiva visión del hombre ante el desarrollo de la biotecnología, el tráfico de órganos humanos, las características de una sociedad transnacional o la antropología de los sentimientos.
Idea clave 22
Se ha producido un desplazamiento, que no desaparición, de muchos de lo conceptos y términos con los que describíamos y analizábamos a otros pueblos. Las voces, como dice Rabinow, no han reemplazado a los análisis, los tropos no han triunfado sobre los conceptos.
Hoy día están predominando herramientas conceptuales analíticas que enfatizan los procesos y el movimiento constante del mundo en el que habitamos. Hacemos, asimismo, uso de concepciones que tienden a reconocer su limitación. Más que estructuras nos interesamos por las configuraciones, las articulaciones; integramos niveles de análisis distintos, antes organizados en torno a modelos que tendían a estabilizar sus contenidos, hacemos uso de conceptos como ensamblajes (dispositivos), aparatos, embodiments, performances, cronotopos, habitus.
Algunos de nuestros conceptos no se limitan siquiera a ser fríos medios para el análisis, pretenden acceder a la dimensión sensorial y a los estados de ánimo. En vez de estructura hablamos de nostalgia estructural, del pathos y el ethos, de la emoción. Enfrentamos la estructura con el evento e, incluso, tratamos de incorporarlas en campos teóricos de análisis social que me permito llamar, con todo el respeto, clásicos.
Recuperamos una relación con la filosofía que durante los años setenta parecía definitivamente perdida en beneficio de un modelo asimilado de las ciencias; y buscamos, en suma, reubicarnos dentro de un mundo donde pocas cosas se perciben de un modo estable, convertimos a la problematización, una de las perspectivas características de la antropología, en un eje clave de nuestra actividad.
Con todo, una antropología centrada en los ámbitos tradicionales de especialización, en la etnografía y el trabajo de campo como el taller fundamental de la antropología y la fábrica de los antropólogos goza de una salud y vitalidad, en términos absolutos y relativos, inimaginable. Y lo que quizás sea más importante, tanto en los lugares donde la antropología está más desarrollada, como en España, los antropólogos se colocan en departamentos que no son los tradicionalmente suyos y colaboran con todo tipo de organizaciones no gubernamentales e instituciones.
Creo, en suma, que la antropología del futuro tiene que ser consciente de su pasado y de los giros que ha experimentado y tiene, también, que ser capaz, sobre todo, de asumir esos cambios sin olvidar su mirada etnográfica. Quizá hoy predomine o sea vital que nos aproximemos con más urgencia a esos espacios de transición como los Centros Comerciales o los aeropuertos, es decir a todo una serie de problemas de estudio relacionados con la creciente complejidad del mundo que habitamos y de los grupos en movimiento dentro de él; sin embargo, los viejos, tradicionales espacios que habita la gente nos se han evaporado, las raíces no han desaparecido.
En los Centros Comerciales, por ejemplo, nuevas generaciones desarrollan identidades alternativas sin olvidar y reconstruir sus raíces culturales y sociales. ¿No se parecen estas innovaciones a nuevas articulaciones de las nuevas dimensiones que ganaba el individuo en las ciudades tras abandonar el campo o los pueblos? A la hora de aproximarnos a nuevos temas, a la hora de identificar fenómenos novedosos no debemos dejarnos llevar por un exceso conceptual o teórico que nos impida ver a la gente.
La antropología es una práctica teórica que se desarrolla y se hace con y entre las personas. Las ideas y herramientas conceptuales que desarrolla y aplica la disciplina no deben en ningún caso obscurecer a los seres humanos a los que nos aproximamos. Así las personas somos, como insiste Rabinow recordando a Foucault, el objeto y el sujeto de estudio de nosotros mismos. En ese difícil equilibrio, la antropología del futuro busca adecuarse a la situación mundial que enfrenta.
Idea clave 23
Una relativamente nueva generación de antropólogos hemos visto cómo una disciplina en crisis se está transformando en una actividad revitalizada consciente de su vulnerabilidad; aficionada de hecho a cultivar esa dimensión de su práctica que la convierte en un punto de referencia para otras ciencias sociales y humanas, y que, a la vez, la hace fuerte.
A menudo, cuando nos aproximamos al análisis de la situación mundial, de la creciente y forzada homogeneización a escala planetaria, de la pérdida de la diversidad, olvidamos lo que la antropología ha explorado desde hace décadas: la perspectiva de los primeros, ‘salvajes o primitivos’, hoy, ciudadanos.
La antropología, como dice Néstor García Canclini, es una disciplina que cuando quiere estudiar la ciudad no la sobrevuela, como los sociólogos, o la recorre desde el centro hacia el extrarradio, como los historiadores, sino que simplemente pasea por sus calles, y deambulando por ellas, me atrevo a añadir, aprendemos de las experiencias de las otras personas que las transitan. Así crece la antropología, día a día.
junio 06, 2006
textos
LA FACILITACIÓN DE RESILIENCIA GRUPAL
Dr. Gilbert Brenson-Lazan
Socio-Gerente – Amauta Internacional
¿Alguna vez te has preguntado cómo es que algunas personas, familias, comunidades o empresas, ante los retos y las dificultades más tenaces, logran salir adelante, mientras otras se desbaratan ante las más mínimas frustraciones u obstáculos?
Durante muchos años se pensaba que se trataba de ciertos rasgos de la personalidad de las personas o de la cultura de ciertas étnias, razas u organizaciones. Sin embargo, hace diez años se descubrió en estudios simultáneos alrededor del mundo, que se trata de la
resiliencia. Stefan Vanistendael, consultor para las Naciones Unidas, define la resiliencia como la habilidad innata de cualquier ser humano o grupo, para hacer frente a las adversidades de la vida, desarrollarse de manera positiva y poder hacer las cosas bien a pesar de las condiciones y salir de ellas fortalecido o incluso transformado.
Históricamente, la resiliencia es en término originalmente utilizado en la física para describir una propiedad de elasticidad y capacidad de regresar más fortalecido a una forma original. Luego, Darwin y otros biólogos lo utilizaron para describir una condición de evolución (“Evolución de los más resilientes”). Posteriormente, el término fue utilizado por científicos trabajando en países tan diversos como la China, Uganda,Nicaragua, Argentina, Chile y otros, para describir características personales o individuales de niños y adultos que logran sobrevivir tragedias y condiciones infrahumanas de vida. Finalmente, varios psicólogos sociales de diferentes partes del
mundo, comenzaron a aplicar el concepto de resiliencia a los procesos grupales.
La resiliencia grupal es la combinación de una capacidad innata de resistir la destrucción, tanto en personas individuales como en sistemas sociales, complementada por la habilidad de aprender de lo sucedido y buscar, conjuntamente, como convertir la crisis en oportunidad para el crecimiento. Es una serie de procesos sociales e
intrapsíquicos que posibilitan tener una vida sana viviendo en un medio insano.
En una crisis institucional, como las que estamos enfrentando a diario en el mundo de hoy, muchas veces enfrentamos retos aparentemente imposibles y a veces tenemos que enfrentar un medio “insano”. Entonces podemos desbaratarnos, reaccionar negativamente y contribuir a la “insanidad”…o podemos desarrollar, individualmente y
como equipos de trabajo, la resiliencia necesaria para asumir los enormes retos y salir triunfantes.
Afortunadamente para nosotros y el resto de la humanidad, los mismos estudios que descubrieron este fenómeno, también dedicó varios años para analizar cómo ciertas personas y grupos lograron desarrollar la resiliencia, mientras otros no sabían cómo hacerlo o no querían comprometerse a hacerlo. El enfoque centrado en la resiliencia
procura identificar y apuntalar ciertos procesos interactivos fundamentales que faciliten que las personas y sus grupos puedan soportar los mecanismos disociadores y convertirlos en procesos constructores de un mejor futuro. Al adoptar la perspectiva de
la resiliencia se deja de ver a las personas y empresas en crisis como entidades dañadas y se las empieza a ver como grupos capaces de enfrentar los desafíos reafirmando sus posibilidades de reparación, mediante la colaboración ante la adversidad.
Todos tenemos que enfrentar las adversidades – en nuestro mundo de hoy, en nuestro país y en nuestra empresa -- nadie está exento. La diferencia es que muchas personas y empresas superan las adversidades a pesar de que las circunstancias parezcan indicar lo contrario. Sin embargo, para otras, esas circunstancias son insuperables. La generación de esta voluntad colectiva (respuesta resiliente) es la diferencia.
¿Dónde podemos desarrollar esta respuesta resiliente? El mejor sitio, y a veces el único, es en el equipo de trabajo. Por lo tanto, si los líderes crean los espacios y procesos para el desarrollo de la resiliencia, con técnicas, con metodología y con humanismo, harían
que los colaboradores se sientan a gusto y puedan ver en su quehacer diario una realización personal y la superación de la crisis.
Existen cuatro categorías de factores que determinan el nivel de resiliencia dentro de un grupo o equipo:
· Factores de Desarrollo Individual: el grupo estimula y refuerza la autonomía
responsable de sus integrantes, la cual incluye:
o su sentido de identidad personal y de su rol
o la flexibilidad perceptual y conductual
o la consciencia de si mismo
o la habilidad y disponibilidad de auto-corrección
o el conocimiento propio
o la autoestima y la confianza en si mismo
o la competencia y capacidad para distanciarse de mensajes, conductas y
condiciones negativas.
· Factores de Desarrollo Interpersonal: el grupo crea, estimula y refuerza los
espacios y procesos para:
o La valoración de la diversidad
o la empatía y la comprensión
o el afecto y apoyo mutuo
o la comunicación dialógica y participativa
o el sentido del humor
o la introspección individual y grupal;
· Factores Estratégicas: el grupo desarrolla una misión y las competencias
necesarias para:
o fijar metas realistas
o elaborar estrategias para lograrlas
o promover reflexión grupal y auto-corrección
o tener la creatividad para resolver los conflictos y retos
o pedir apoyo y recursos
o medir y evaluar los resultados.
· Factores de Visión: el grupo desarrolla una visión que incluye sus valores
compartidos, los propósitos y las expectativas de un futuro prometedor, la
integración de las metas y aspiraciones individuales con las corporativas, el
optimismo y la fe.
DECÁLOGO DE RESILIENCIA GRUPAL: Estudios (Willard, 1996, y otros) han
mostrado que los grupos disfuncionales o subfuncionales generalmente manifiestan los
siguientes síntomas, los cuales señalan una baja generación de sinergia y resiliencia:
· Existen visiones del futuro incompatibles entre sí.
· Algunos miembros no pueden describir la misión del equipo.
· Las reuniones son improductivas.
· Una pequeña minoría tiene una participación mayoritaria.
· Los desacuerdos se discuten en privado.
· Las decisiones son tomadas por unos pocos.
· Hay falta de transparencia y de confianza.
· Existe confusión en cuanto a las funciones y tareas.
· Existe un exceso de personas con los mismos recursos y/o carencias.
· No hay auto-evaluación periódica de funcionamiento.
Un número muy elevado de organizaciones considera lo anterior “problemas” o “fallas”
o “carencias de competencias” en lugar de tratarlos como síntomas; busca soluciones a
lo anterior y para lograr una mayor productividad, en procesos de capacitación
individualizada, diseñada para aumentar las destrezas de comunicación interpersonal.
Desafortunadamente para ellas, esto no es suficiente, cualquiera que sea la calidad de a
capacitación o de los/las capacitadores. En nuestra opinión y experiencia, también se
requiere crear, fortalecer y mantener un espacio y luego una cultura grupal de trabajo
conjunto (por no usar el término muy trillado de "trabajo en equipo") que valore las
siguientes destrezas sinergénicas -- El Decálogo de Resiliencia Grupal:
1) Compartir una visión: El potencial sinérgico nace con una visión del futuro grupal
e individual. Cuando un grupo desarrolla su propia visión del futuro, o sea como va
a ser (pensar, sentir y actuar) cuando cumpla su misión, tiene una valiosísima
herramienta para orientarse y para enmarcar sus percepciones individuales y
colectivas. Por supuesto, esta visión presupone que los integrantes del grupo han
aceptando y han internalizado su misión y han acordado unos valores centrales
compartidos por todos. Las experiencias a través de ocho mil años de historia,
sustentadas por los descubrimientos del fenómeno de la profecía auto-realizadora
(Efecto Pigmaleón), han mostrado que lo que la mente colectiva puede concebir, el
grupo puede realizar.
2) Crear expectativas de participación: No es suficiente la sola invitación a participar
ni el ocasional refuerzo de ella. La sinergia requiere la creación de una cultura
organizacional en la cual la no-participación sea vista como una característica
inaceptable. Con la creación de este espacio, cada integrante se concientiza de que
su participación no es un permiso ni un privilegio sino una obligación para facilitar
la optimización de los procesos sinérgicos.
3) Compartir la información: A pesar de ser tan obvio y casi axiomático, uno de los
impedimentos más comunes a la optimización de la sinergia es no tener
conocimiento de todas las opciones, lo cual sucede o por no tener toda la
información externa e interna del sistema, o por las políticas o hábitos
organizacionales de monopolio de información. Todos los integrantes de un equipo
necesitan tener acceso a toda la información, los conocimientos y las destrezas
necesarios para cumplir oportuna y efectivamente su misión.
4) Aclarar significados: Una vez conseguida y compartida la información, hay que
acordar el significado de ella para contextualizarla y convertirla en conocimientos,
en sabiduría y en sintonía de mentes. La cibernética nos ha enseñado que el
principal objetivo de la comunicación es el de acordar o co-crear significado, y no
solamente trasmitir información o intercambiar ideas. Esto significa que el grupo, y
cada integrante de el, debe examinar sus propios prejuicios (juicios a priori) y
presuposiciones (suponer a priori). Luego, es la responsabilidad de todos, seguir
aclarando los significados, especialmente de palabras y conceptos abstractos, en la
medida en que progresen las conversaciones y deliberaciones.
5) Enfocar las reuniones: Estudios (3M, 1998) han mostrado que un equipo puede
perder hasta el 40% de su capacidad sinergénica cuando no se conciertan unos
procesos y normas básicos para enfocar la conducción de las reuniones. Algunas de
las medidas más utilizadas son:
· Asistir puntualmente a la hora acordada.
· Usar agendas, previamente acordadas y distribuidas, para las reuniones.
· Prepararse, cada uno, para la reunión, según temas agendados.
· Evitar divagaciones que impiden terminar lo agendado.
· Evitar interrupciones por personas ajenas de la reunión, celulares, etc.
· Atender al interlocutor sin interrumpir y sin conversaciones privadas.
· Utilizar un(a) moderador(a) (función rotativa) para monitorear el proceso.
· Anotar los principales aportes y decisiones en un acta de la reunión.
6) Aprovechar la diversidad: Es una cruel paradoja de la sinergia que entre mayor
diversidad entre los integrantes del equipo, mayor potencial sinérgico pero mayor
dificultad para lograrla. En lugar de percibir las diferencias perceptuales y
conductuales individuales como un obstáculo a la productividad, podemos reconocer
que estas diferencias son precisamente las que pueden generar mayor
sinergia…siempre y cuando existan procesos adecuados para lograrlo. Esto requiere
las destrezas necesarias para confrontar, constructivamente, los desacuerdos, los
temas "prohibidos", las agendas ocultas y el manejo de los sentimientos negativos.
También implica la creación de un sano patrón grupal de reconocimiento mutuo: un
libre y sincero intercambio de elogios de las cualidades personales de cada uno,
mientras la corrección y la crítica se limitan a las conductas específicas de la
persona.
7) Diseñar procesos de concertación: Las nuevas ciencias han validado y retomado
de la sabiduría antigua de muchas culturas y civilizaciones, la importancia de la coevolución.
Muchos equipos invierten considerable energía y tiempo en crear una
polarización de posiciones y opiniones encontradas, una situación de "ganarperder",
en lugar de encontrar y desarrollar los propósitos y objetivos que los unen,
en los cuales todos ganan. Esta dicotomización, que finalmente se resuelve por una
votación, generalmente es la peor forma de generar opciones y tomar decisiones.
Existen muchas tecnologías de concertación que permiten que un equipo libere toda
su creatividad y capacidad innovadora para crear opciones viables y productivas de
ganar-ganar.
8) Operacionalizar lo decidido: No es suficiente concertar y acordar opciones; un
grupo productivo también utiliza diferentes formas de pensamiento estratégico para
operacionalizar e instrumentar sus decisiones. El uso de herramientas tan sencillas
como los análisis DOFA, los cronogramas, los flujogramas Gantt y otros elementos
que exigen y monitorean compromisos específicos, y no sólo buenas intenciones, es
imprescindible para la productividad de un equipo y para "coronar" los procesos
sinérgicos.
9) Establecer procesos de auto-monitoreo: El monitoreo no debe limitarse solamente
a las tareas y procesos; cada equipo de alto rendimiento necesita establecer procesos
de auto-monitoreo de su propia dinámica grupal e interpersonal. Las reuniones de
meta-comunicación y/o el uso periódico de un facilitador externo idóneo en estos
procesos, pueden ayudar al equipo a optimizar la sinergia de sus procesos grupales.
10) Montar el caballo: Muchas personas y equipos gastan tanto tiempo y energía
limpiando el excremento, que se olvidan saborear el placer de montar el caballo.
Todo equipo debe celebrar sus triunfos, gozar sus logros y agradecer la parte vital
aportada por cada uno y una de los participantes.
Dr. Gilbert Brenson-Lazan
Socio-Gerente – Amauta Internacional
¿Alguna vez te has preguntado cómo es que algunas personas, familias, comunidades o empresas, ante los retos y las dificultades más tenaces, logran salir adelante, mientras otras se desbaratan ante las más mínimas frustraciones u obstáculos?
Durante muchos años se pensaba que se trataba de ciertos rasgos de la personalidad de las personas o de la cultura de ciertas étnias, razas u organizaciones. Sin embargo, hace diez años se descubrió en estudios simultáneos alrededor del mundo, que se trata de la
resiliencia. Stefan Vanistendael, consultor para las Naciones Unidas, define la resiliencia como la habilidad innata de cualquier ser humano o grupo, para hacer frente a las adversidades de la vida, desarrollarse de manera positiva y poder hacer las cosas bien a pesar de las condiciones y salir de ellas fortalecido o incluso transformado.
Históricamente, la resiliencia es en término originalmente utilizado en la física para describir una propiedad de elasticidad y capacidad de regresar más fortalecido a una forma original. Luego, Darwin y otros biólogos lo utilizaron para describir una condición de evolución (“Evolución de los más resilientes”). Posteriormente, el término fue utilizado por científicos trabajando en países tan diversos como la China, Uganda,Nicaragua, Argentina, Chile y otros, para describir características personales o individuales de niños y adultos que logran sobrevivir tragedias y condiciones infrahumanas de vida. Finalmente, varios psicólogos sociales de diferentes partes del
mundo, comenzaron a aplicar el concepto de resiliencia a los procesos grupales.
La resiliencia grupal es la combinación de una capacidad innata de resistir la destrucción, tanto en personas individuales como en sistemas sociales, complementada por la habilidad de aprender de lo sucedido y buscar, conjuntamente, como convertir la crisis en oportunidad para el crecimiento. Es una serie de procesos sociales e
intrapsíquicos que posibilitan tener una vida sana viviendo en un medio insano.
En una crisis institucional, como las que estamos enfrentando a diario en el mundo de hoy, muchas veces enfrentamos retos aparentemente imposibles y a veces tenemos que enfrentar un medio “insano”. Entonces podemos desbaratarnos, reaccionar negativamente y contribuir a la “insanidad”…o podemos desarrollar, individualmente y
como equipos de trabajo, la resiliencia necesaria para asumir los enormes retos y salir triunfantes.
Afortunadamente para nosotros y el resto de la humanidad, los mismos estudios que descubrieron este fenómeno, también dedicó varios años para analizar cómo ciertas personas y grupos lograron desarrollar la resiliencia, mientras otros no sabían cómo hacerlo o no querían comprometerse a hacerlo. El enfoque centrado en la resiliencia
procura identificar y apuntalar ciertos procesos interactivos fundamentales que faciliten que las personas y sus grupos puedan soportar los mecanismos disociadores y convertirlos en procesos constructores de un mejor futuro. Al adoptar la perspectiva de
la resiliencia se deja de ver a las personas y empresas en crisis como entidades dañadas y se las empieza a ver como grupos capaces de enfrentar los desafíos reafirmando sus posibilidades de reparación, mediante la colaboración ante la adversidad.
Todos tenemos que enfrentar las adversidades – en nuestro mundo de hoy, en nuestro país y en nuestra empresa -- nadie está exento. La diferencia es que muchas personas y empresas superan las adversidades a pesar de que las circunstancias parezcan indicar lo contrario. Sin embargo, para otras, esas circunstancias son insuperables. La generación de esta voluntad colectiva (respuesta resiliente) es la diferencia.
¿Dónde podemos desarrollar esta respuesta resiliente? El mejor sitio, y a veces el único, es en el equipo de trabajo. Por lo tanto, si los líderes crean los espacios y procesos para el desarrollo de la resiliencia, con técnicas, con metodología y con humanismo, harían
que los colaboradores se sientan a gusto y puedan ver en su quehacer diario una realización personal y la superación de la crisis.
Existen cuatro categorías de factores que determinan el nivel de resiliencia dentro de un grupo o equipo:
· Factores de Desarrollo Individual: el grupo estimula y refuerza la autonomía
responsable de sus integrantes, la cual incluye:
o su sentido de identidad personal y de su rol
o la flexibilidad perceptual y conductual
o la consciencia de si mismo
o la habilidad y disponibilidad de auto-corrección
o el conocimiento propio
o la autoestima y la confianza en si mismo
o la competencia y capacidad para distanciarse de mensajes, conductas y
condiciones negativas.
· Factores de Desarrollo Interpersonal: el grupo crea, estimula y refuerza los
espacios y procesos para:
o La valoración de la diversidad
o la empatía y la comprensión
o el afecto y apoyo mutuo
o la comunicación dialógica y participativa
o el sentido del humor
o la introspección individual y grupal;
· Factores Estratégicas: el grupo desarrolla una misión y las competencias
necesarias para:
o fijar metas realistas
o elaborar estrategias para lograrlas
o promover reflexión grupal y auto-corrección
o tener la creatividad para resolver los conflictos y retos
o pedir apoyo y recursos
o medir y evaluar los resultados.
· Factores de Visión: el grupo desarrolla una visión que incluye sus valores
compartidos, los propósitos y las expectativas de un futuro prometedor, la
integración de las metas y aspiraciones individuales con las corporativas, el
optimismo y la fe.
DECÁLOGO DE RESILIENCIA GRUPAL: Estudios (Willard, 1996, y otros) han
mostrado que los grupos disfuncionales o subfuncionales generalmente manifiestan los
siguientes síntomas, los cuales señalan una baja generación de sinergia y resiliencia:
· Existen visiones del futuro incompatibles entre sí.
· Algunos miembros no pueden describir la misión del equipo.
· Las reuniones son improductivas.
· Una pequeña minoría tiene una participación mayoritaria.
· Los desacuerdos se discuten en privado.
· Las decisiones son tomadas por unos pocos.
· Hay falta de transparencia y de confianza.
· Existe confusión en cuanto a las funciones y tareas.
· Existe un exceso de personas con los mismos recursos y/o carencias.
· No hay auto-evaluación periódica de funcionamiento.
Un número muy elevado de organizaciones considera lo anterior “problemas” o “fallas”
o “carencias de competencias” en lugar de tratarlos como síntomas; busca soluciones a
lo anterior y para lograr una mayor productividad, en procesos de capacitación
individualizada, diseñada para aumentar las destrezas de comunicación interpersonal.
Desafortunadamente para ellas, esto no es suficiente, cualquiera que sea la calidad de a
capacitación o de los/las capacitadores. En nuestra opinión y experiencia, también se
requiere crear, fortalecer y mantener un espacio y luego una cultura grupal de trabajo
conjunto (por no usar el término muy trillado de "trabajo en equipo") que valore las
siguientes destrezas sinergénicas -- El Decálogo de Resiliencia Grupal:
1) Compartir una visión: El potencial sinérgico nace con una visión del futuro grupal
e individual. Cuando un grupo desarrolla su propia visión del futuro, o sea como va
a ser (pensar, sentir y actuar) cuando cumpla su misión, tiene una valiosísima
herramienta para orientarse y para enmarcar sus percepciones individuales y
colectivas. Por supuesto, esta visión presupone que los integrantes del grupo han
aceptando y han internalizado su misión y han acordado unos valores centrales
compartidos por todos. Las experiencias a través de ocho mil años de historia,
sustentadas por los descubrimientos del fenómeno de la profecía auto-realizadora
(Efecto Pigmaleón), han mostrado que lo que la mente colectiva puede concebir, el
grupo puede realizar.
2) Crear expectativas de participación: No es suficiente la sola invitación a participar
ni el ocasional refuerzo de ella. La sinergia requiere la creación de una cultura
organizacional en la cual la no-participación sea vista como una característica
inaceptable. Con la creación de este espacio, cada integrante se concientiza de que
su participación no es un permiso ni un privilegio sino una obligación para facilitar
la optimización de los procesos sinérgicos.
3) Compartir la información: A pesar de ser tan obvio y casi axiomático, uno de los
impedimentos más comunes a la optimización de la sinergia es no tener
conocimiento de todas las opciones, lo cual sucede o por no tener toda la
información externa e interna del sistema, o por las políticas o hábitos
organizacionales de monopolio de información. Todos los integrantes de un equipo
necesitan tener acceso a toda la información, los conocimientos y las destrezas
necesarios para cumplir oportuna y efectivamente su misión.
4) Aclarar significados: Una vez conseguida y compartida la información, hay que
acordar el significado de ella para contextualizarla y convertirla en conocimientos,
en sabiduría y en sintonía de mentes. La cibernética nos ha enseñado que el
principal objetivo de la comunicación es el de acordar o co-crear significado, y no
solamente trasmitir información o intercambiar ideas. Esto significa que el grupo, y
cada integrante de el, debe examinar sus propios prejuicios (juicios a priori) y
presuposiciones (suponer a priori). Luego, es la responsabilidad de todos, seguir
aclarando los significados, especialmente de palabras y conceptos abstractos, en la
medida en que progresen las conversaciones y deliberaciones.
5) Enfocar las reuniones: Estudios (3M, 1998) han mostrado que un equipo puede
perder hasta el 40% de su capacidad sinergénica cuando no se conciertan unos
procesos y normas básicos para enfocar la conducción de las reuniones. Algunas de
las medidas más utilizadas son:
· Asistir puntualmente a la hora acordada.
· Usar agendas, previamente acordadas y distribuidas, para las reuniones.
· Prepararse, cada uno, para la reunión, según temas agendados.
· Evitar divagaciones que impiden terminar lo agendado.
· Evitar interrupciones por personas ajenas de la reunión, celulares, etc.
· Atender al interlocutor sin interrumpir y sin conversaciones privadas.
· Utilizar un(a) moderador(a) (función rotativa) para monitorear el proceso.
· Anotar los principales aportes y decisiones en un acta de la reunión.
6) Aprovechar la diversidad: Es una cruel paradoja de la sinergia que entre mayor
diversidad entre los integrantes del equipo, mayor potencial sinérgico pero mayor
dificultad para lograrla. En lugar de percibir las diferencias perceptuales y
conductuales individuales como un obstáculo a la productividad, podemos reconocer
que estas diferencias son precisamente las que pueden generar mayor
sinergia…siempre y cuando existan procesos adecuados para lograrlo. Esto requiere
las destrezas necesarias para confrontar, constructivamente, los desacuerdos, los
temas "prohibidos", las agendas ocultas y el manejo de los sentimientos negativos.
También implica la creación de un sano patrón grupal de reconocimiento mutuo: un
libre y sincero intercambio de elogios de las cualidades personales de cada uno,
mientras la corrección y la crítica se limitan a las conductas específicas de la
persona.
7) Diseñar procesos de concertación: Las nuevas ciencias han validado y retomado
de la sabiduría antigua de muchas culturas y civilizaciones, la importancia de la coevolución.
Muchos equipos invierten considerable energía y tiempo en crear una
polarización de posiciones y opiniones encontradas, una situación de "ganarperder",
en lugar de encontrar y desarrollar los propósitos y objetivos que los unen,
en los cuales todos ganan. Esta dicotomización, que finalmente se resuelve por una
votación, generalmente es la peor forma de generar opciones y tomar decisiones.
Existen muchas tecnologías de concertación que permiten que un equipo libere toda
su creatividad y capacidad innovadora para crear opciones viables y productivas de
ganar-ganar.
8) Operacionalizar lo decidido: No es suficiente concertar y acordar opciones; un
grupo productivo también utiliza diferentes formas de pensamiento estratégico para
operacionalizar e instrumentar sus decisiones. El uso de herramientas tan sencillas
como los análisis DOFA, los cronogramas, los flujogramas Gantt y otros elementos
que exigen y monitorean compromisos específicos, y no sólo buenas intenciones, es
imprescindible para la productividad de un equipo y para "coronar" los procesos
sinérgicos.
9) Establecer procesos de auto-monitoreo: El monitoreo no debe limitarse solamente
a las tareas y procesos; cada equipo de alto rendimiento necesita establecer procesos
de auto-monitoreo de su propia dinámica grupal e interpersonal. Las reuniones de
meta-comunicación y/o el uso periódico de un facilitador externo idóneo en estos
procesos, pueden ayudar al equipo a optimizar la sinergia de sus procesos grupales.
10) Montar el caballo: Muchas personas y equipos gastan tanto tiempo y energía
limpiando el excremento, que se olvidan saborear el placer de montar el caballo.
Todo equipo debe celebrar sus triunfos, gozar sus logros y agradecer la parte vital
aportada por cada uno y una de los participantes.
mayo 29, 2006
Amnistía Internacional lanza una campaña contra la censura en la Red | LANACION.com
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